Lá estava eu em meu momento de meditação durante o trabalho, que é enquanto eu lavo o arroz do sushi para ser preparado na panela elétrica, pensando nos grande problemas que afligem a humanidade.
Hoje especialmente estava a pensar no quanto eu mudei desde que, primeiramente, mudei do Brasil para Lisboa, e então para Londres. Um dos pontos principais é em relação à minha posição de macho latino, coisa que tenho de admitir, por mais que me ache um brasileiro fora do esteriótipo (não gosto de futebol, não sambo e não uso roupa 3 números maior), tenho em meu ser.
Quando digo macho latino me refiro especialmente à infalibilidade do meu olhar quando passa uma bunda ou peito diante de mim. Qualquer brasileiro sincero vai responder o mesmo.
"Mas você é um sujeito casado!!" Falarão certas línguas. Concordo. E como respeito muito minha digníssima esposa, entro numa luta constante contra esse ímpeto que, diga-se, é mais forte que a minha vontade.
As coisas complicaram um pouco mais aqui em Londres, onde durante os (poucos) dias de calor, as moçoilas usam e abusam dos micros. É perna, bunda e peito para deixar qualquer macho latino numa situação desconfortável.
Mas é aí que entra o ponto da mudança. As mulheres aqui tem uma relação diferente com o mostrar “as partes". O povo aqui não é tão “sexualizado" quanto no Brasil, a mulher não é uma femme fatale pronta a ser a presa ou predador. E, quando você se dá conta disso, muito do appealing cai por terra, pois você se toca que aquela bunda ou aquele peito é simplesmente parte do corpo da sua colega de trabalho ou da moça do mercado e que não está nem um pouco tentando se mostrar para você, tanto que até pode aparecer uma calcinha (e normalmente aparece) e nem por isso a coisa fica vulgar.
É engraçado isso. A brasileira quer ser sexy “escondendo" o que o brasileiro quer ver. A britânica não quer ser sexy “mostrando" o que o britânico nem vai dar bola…estranho não?
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